Out Zone
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Out Zone

Out Zone é um jogo de tiro com rolagem vertical e personagem andando, lançado pela Toaplan em 1990. O jogador controla um mercenário ciborgue em 2095, enfrentando uma ameaça alienígena. O jogo é conhecido por sua jogabilidade única de tiro a pé, sistema de armas duplas e medidor de energia. A música foi composta por Tatsuya Uemura. Inicialmente exclusivo de arcade, só foi portado para plataformas domésticas em 2020. Sua sequência espiritual, FixEight, deu continuidade ao design, e os direitos atualmente pertencem à Tatsujin.

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Jogabilidade e design

A jogabilidade central de Out Zone é um tiro com rolagem vertical, mas com o personagem andando a pé, em vez de voar como nos jogos de tiro tradicionais. Esse design exige que o jogador lide com inimigos tanto no chão quanto no ar, aproximando a experiência de um jogo de tiro com ação. O jogo oferece dois mercenários ciborgues para escolher; embora as diferenças de desempenho entre eles sejam pequenas, o modo cooperativo para dois jogadores permite que os parceiros se ajudem e dividam a pressão do fogo.

O sistema de armas duplas é uma marca registrada do jogo. O jogador começa com uma arma de tiro frontal semiautomática, com cadência estável, ideal para pressionar o inimigo de frente. Ao pegar o ícone "C", a arma muda para um laser de oito direções, que oferece mais flexibilidade, mas com poder menor. Ambas as armas podem ser melhoradas com o ícone "P", aumentando a cadência e a densidade de projéteis. Essa mecânica de troca exige que o jogador adapte sua estratégia conforme a configuração dos inimigos e os desafios dos chefes.

O medidor de energia é outro elemento único. A barra de energia na tela diminui constantemente, e o jogador precisa coletar ícones "E" para reabastecê-la; caso contrário, o personagem fica vulnerável. No entanto, o medidor não é a vida: um único tiro ainda mata o personagem. Esse design força o jogador a se manter em movimento e coletar itens ativamente, em vez de se esconder, aumentando a tensão e o ritmo do jogo.

O jogo também esconde vários easter eggs e participações especiais. Em fases específicas, o jogador pode encontrar elementos de outros jogos da Toaplan, como Flying Shark, Daisenpu e Zero Wing. Essas referências são uma homenagem aos veteranos e enriquecem o universo do jogo. As condições para ativar recompensas ocultas geralmente exigem ações específicas em locais determinados, incentivando a exploração e a repetição.

O sistema de checkpoints torna a curva de dificuldade desafiadora, mas justa. No modo single-player, ao morrer, o jogador recomeça do checkpoint mais próximo, mas perde os upgrades de poder e velocidade, precisando coletar novamente os itens. Após a conclusão, o jogo recomeça na primeira fase, mas com mais projéteis e dificuldade maior, algo comum na era dos arcades, para prolongar a jogabilidade e atrair jogadores em busca de pontuações altas.

Contexto e lançamento

Out Zone foi desenvolvido e lançado para arcade pela Toaplan em agosto de 1990. No Japão, a distribuição ficou por conta da Tecmo; na América do Norte, pela Romstar; e na Europa, também no mesmo mês. Essa estratégia de lançamento em múltiplas regiões era comum na época, embora houvesse pequenas diferenças nos gabinetes e manuais, o conteúdo principal permanecia o mesmo.

A história se passa em 2095, quando uma raça alienígena do planeta fictício Owagira ameaça exterminar a humanidade. A ONU recruta uma força-tarefa de mercenários de elite chamada "Out Zone", e o jogador controla um soldado ciborgue que vai atrás das linhas inimigas, desmantelando o plano alienígena ao longo de sete fases. Embora simples, essa premissa dá um contexto razoável para a jogabilidade de tiro a pé, aumentando a imersão.

Out Zone foi inicialmente exclusivo de arcade, sem portes oficiais para consoles domésticos. Na década de 1990, muitos jogos de arcade enfrentavam dificuldades para serem portados devido a diferenças de hardware e questões de direitos autorais, e este não foi exceção. Somente em 2020 o jogo apareceu digitalmente no arcade doméstico iiRcade, e depois foi incluído no Sega Astro City Mini V em 2022, permitindo que mais jogadores experimentassem esse clássico.

Em 2020, a M2 anunciou que lançaria uma nova versão de Out Zone como parte de sua série ShotTriggers, planejada para o Nintendo Switch. A M2 é conhecida por portes de alta qualidade e recursos adicionais, e a notícia gerou grande expectativa. No entanto, até a atualização dos dados, essa versão ainda não havia sido lançada, e detalhes sobre data e conteúdo permanecem em aberto.

Na era dos arcades, Out Zone conquistou boa reputação entre os jogadores graças à sua jogabilidade única e dificuldade intensa. Em agosto de 1990, a revista japonesa Game Machine listou o jogo como o quinto mais popular nos arcades; em setembro, a australiana Leisure Line relatou ranking semelhante. Esses resultados demonstram o desempenho comercial do jogo na época e abriram caminho para portes e retrospectivas futuras.

Desenvolvimento

A música e os efeitos sonoros de Out Zone foram compostos por Tatsuya Uemura, veterano compositor da Toaplan. Uemura mais tarde lembrou que o desenvolvimento deste jogo foi o mais difícil de sua carreira. Como o jogador controla um personagem a pé, e não uma nave, as experiências anteriores com jogos de tiro verticais quase não se aplicavam, e a equipe precisou começar do zero para equilibrar movimento, tiro e padrões de projéteis inimigos.

Uemura revelou que a melodia principal da primeira fase foi inspirada na série de TV japonesa Taiyō ni Hoero!. Essa prática de incorporar elementos da cultura pop na música de jogos não era rara na época, mas o arranjo de Uemura combinou perfeitamente com a atmosfera tensa do jogo, tornando-se memorável para muitos jogadores. Ele também cuidou do design de som, garantindo que tiros e explosões tivessem um estilo coeso com a música.

O designer do jogo foi Naoki Ogihara, responsável pelo layout das fases e pela disposição dos inimigos. Durante o desenvolvimento, o maior desafio foi fazer a jogabilidade de tiro a pé ser fluida e desafiadora. Uemura mencionou que, como o personagem se move devagar, a densidade e a trajetória dos projéteis precisavam ser ajustadas com cuidado para não parecer injusto. Esse cuidado com os detalhes resultou em uma dificuldade intensa, mas não injusta.

Em 21 de outubro de 1990, a Scitron e a Pony Canyon lançaram um álbum conjunto com músicas de Out Zone e Snow Bros. O álbum incluía faixas arranjadas por Uemura, que não só complementavam o jogo, mas também mostravam o domínio do compositor sobre melodia e ritmo. Para os jogadores que não podiam ouvir a trilha completa fora do arcade, o álbum era um item de colecionador valioso.

A equipe de desenvolvimento de Out Zone era pequena, mas todos os membros vinham da Toaplan, empresa conhecida por seus jogos de tiro. Havia um ambiente criativo na empresa, que incentivava a experimentação. Embora o tiro a pé não fosse mainstream na época, a equipe persistiu no projeto. Uemura disse mais tarde que, apesar das dificuldades, ver os jogadores se divertindo no fliperama fez todo o esforço valer a pena.

Recepção e legado

Out Zone recebeu várias avaliações positivas após o lançamento. A revista britânica Sinclair User elogiou o ritmo acelerado e a ação frenética, chamando-o de "extremamente desafiador"; David Wilson, da Your Sinclair, comparou-o a Mercs, dizendo que em alguns aspectos era superior. No entanto, alguns críticos apontaram que a dificuldade era alta demais, o que poderia afastar parte dos jogadores.

Mike Bevan, da Retro Gamer, elogiou os gráficos, mas lamentou a ausência de versão caseira; Julian Rignall, da Computer and Video Games, deu nota 80%, destacando pontos fortes na jogabilidade e no audiovisual. Por outro lado, Nick Zverloff, da Hardcore Gaming 101, fez uma análise mista, dizendo que o jogo era divertido, mas carecia de inovação.

Malcolm Laurie, da SHMUPS!, também lamentou a falta de porte caseiro, mas elogiou gráficos, som, jogabilidade e modo multiplayer. Essas avaliações refletem a reputação do jogo entre os jogadores mais dedicados, mas também apontam suas limitações como jogo de arcade. Apesar disso, Out Zone foi incluído no livro 1001 Video Games You Must Play Before You Die, publicado em 2010, o que é um reconhecimento de sua importância histórica.

A sequência espiritual de Out Zone, FixEight, foi lançada para arcade em julho de 1992, dando continuidade à jogabilidade de tiro a pé, mas não sendo uma continuação direta. Também desenvolvido pela Toaplan, FixEight herdou muitos conceitos de design de Out Zone, mas com mundo e personagens completamente diferentes. Para os fãs de Out Zone, FixEight é um título similar que vale a pena conferir.

Até 2019, os direitos de Out Zone pertencem à Tatsujin, empresa fundada em 2017 por Masahiro Yuge, ex-membro da Toaplan, e que desde 2022 faz parte do grupo Embracer. A definição dos direitos autorais abriu caminho para portes e remasterizações. O porte para iiRcade em 2020 e a inclusão no Astro City Mini V em 2022 permitiram que uma nova geração de jogadores experimentasse esse clássico, provando seu apelo duradouro na história dos videogames.

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