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Onde a série começou
Em 1991, a Sega lançou o primeiro Streets of Rage no Mega Drive, conhecido no Japão como Bare Knuckle: Ikari no Tekken. Não era uma adaptação de fliperama, mas um jogo de ação de rolagem horizontal criado especialmente para o console de 16 bits. Na época, jogos de briga de fliperama eram comuns, mas poder jogar em casa um título feito sob medida para o console era algo novo para muitos jogadores.
A história do primeiro jogo é simples: Axel, Blaze e Adam, três ex-policiais, decidem ir às ruas para enfrentar a organização criminosa que domina a cidade, liderada pelo Mr. X. O jogador se move entre o fundo e o primeiro plano, usando socos, chutes, agarramentos, armas e ataques especiais para limpar as ondas de inimigos. Essa jogabilidade não era original, mas a forma como foi apresentada no Mega Drive deu ao gênero de ação em dupla uma identidade própria.
O modo cooperativo para dois jogadores sempre foi o coração do jogo desde o início. Os parceiros podem se ajudar ou se machucar por acidente; agarrar, arremessar e controlar grupos de inimigos exigia coordenação, e não era só cada um lutando por conta própria. Esse design fez Streets of Rage enfatizar a cooperação desde o começo, estabelecendo as bases para o resto da série.
A música também foi um grande destaque do primeiro jogo. Yuzo Koshiro compôs as trilhas dos primeiros títulos, incorporando a linguagem da música de clubes, como house e techno, ao chip de som do Mega Drive. A noite urbana, a batida e o ritmo se conectavam diretamente, dando aos jogadores uma sensação única de ritmo enquanto lutavam.
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Como a série mudou
Streets of Rage 2, lançado em 1992, foi um ponto de virada importante para a série. Max e Sammy (Skate no ocidente) entraram no elenco, as diferenças entre os personagens ficaram mais evidentes, e os golpes normais, especiais, a disposição dos inimigos e o visual das fases foram expandidos em relação ao primeiro jogo. Cada personagem tinha seu próprio estilo, e os jogadores podiam escolher de acordo com sua preferência, o que aumentou muito a rejogabilidade.
O segundo jogo também removeu o apoio da viatura policial do primeiro, substituindo-o por ataques especiais únicos para cada personagem, limitados por um pequeno custo de vida. Esse design forçava os jogadores a pesar os riscos ao usar golpes especiais, evitando o uso indiscriminado, e tornava o combate mais estratégico.
Streets of Rage 2 é frequentemente considerado o mais equilibrado dos três jogos de 16 bits, e não é à toa. O controle dos personagens, o ritmo das fases e as variações musicais são muito sólidos, e a disposição dos inimigos é mais elaborada, oferecendo desafios diferentes em cada fase.
Streets of Rage 3, de 1994, trouxe mais mudanças. O jogo adicionou corrida, rolamento, uma barra de especial recuperável, personagens ocultos e desbloqueáveis, além de rotas e finais que variavam conforme as ações e a dificuldade. Essas alterações tornaram o jogo mais complexo, mas também fizeram alguns veteranos estranharem.
É importante notar que Bare Knuckle III e a versão ocidental Streets of Rage 3 não são exatamente o mesmo jogo. A versão ocidental teve mudanças na história, na apresentação dos personagens, no conteúdo visual e na dificuldade, então não podem ser tratadas como o mesmo texto. Isso é fácil de confundir ao pesquisar, e os jogadores precisam ficar atentos.
A música do terceiro jogo também mudou, com mais uso de sons eletrônicos experimentais e gerados automaticamente, soando mais aguda e inquieta que a do segundo. Esse estilo tornou o jogo o mais divisivo da série: alguns gostam do vanguardismo, outros sentem falta do clima dos anteriores.
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Design e identidade
A sensação de impacto de Streets of Rage vem de vários fatores combinados: pausas nos golpes, efeitos sonoros, reações dos inimigos, posicionamento dos agarramentos e controle de grupo. Só olhar o número de golpes não explica por que o jogo é tão viciante. São esses detalhes que dão peso a cada ataque e proporcionam um feedback sólido ao jogador durante combos e gerenciamento de multidões.
Os três jogos de Mega Drive se passam na mesma cidade tomada pelo crime, mas o elenco, a velocidade, a estrutura dos golpes e os obstáculos das fases mudam constantemente. São uma evolução contínua, não três jogos independentes do mesmo tipo. Essa continuidade permite que os jogadores vejam o crescimento e os ajustes da série a cada título.
A essência da série é o beat 'em up de rua, mas sua música e estilo visual também são marcantes. Noite urbana, neon, música eletrônica dançante: esses elementos fazem o jogo ser mais do que apenas porrada, criando uma atmosfera única. A música de Yuzo Koshiro é especialmente importante, pois trouxe a cultura club para o jogo, dando aos jogadores uma sensação rítmica durante as lutas.
O cooperativo de dois jogadores sempre foi uma parte essencial. Seja no resgate mútuo do primeiro jogo ou nas combinações mais complexas dos títulos seguintes, a cooperação faz o jogo não ser apenas um esforço solo. A sincronia e os acidentes entre parceiros acabaram virando memórias queridas entre os jogadores.
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A comunidade e o lugar da série hoje
No mercado ocidental, a série se chama Streets of Rage; no Japão, Bare Knuckle; e os jogadores chineses a chamam de Nu Zhi Tie Quan. Esses nomes se referem à mesma série, então, ao pesquisar ou discutir, é preciso levar em conta todas essas denominações para encontrar informações completas.
Este site reúne exatamente os três jogos principais do Mega Drive, permitindo que os jogadores experimentem essa fase na ordem de lançamento. Aqui, só estão listadas versões oficiais jogáveis; não incluímos ROM hacks, mods de fãs ou títulos que apenas compartilham o nome. Assim, os jogadores podem ter certeza de que são obras oficiais e autênticas.
Em 2020, Streets of Rage 4 deu continuidade à série após anos, com gráficos desenhados à mão, mas mantendo a essência do beat 'em up de rua. No entanto, este site não inclui esse título, então a seção não finge cobrir toda a história. Para uma visão completa, os jogadores podem precisar procurar informações sobre o quarto jogo em outros lugares.
Para os fãs de beat 'em up de rolagem horizontal, os três jogos do Mega Drive são clássicos obrigatórios. Eles representam um estilo de jogo da era de 16 bits e influenciaram muitos outros jogos por meio de sua música e design. Embora a série tenha ficado adormecida por um tempo, as memórias e discussões dos jogadores nunca cessaram.




