Dragon Quest V: Hand of the Heavenly Bride
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Dragon Quest V: Hand of the Heavenly Bride

Dragon Quest V: Hand of the Heavenly Bride é o quinto título principal da série Dragon Quest, lançado originalmente para Super Nintendo em 1992 e ganhando sua primeira versão oficial em inglês em 2008, via remake para Nintendo DS. O jogo é uma épica saga familiar que atravessa três décadas, apresentando o inovador sistema de monstros companheiros e sendo famoso por incluir uma trama de gravidez jogável. O remake para DS preserva a essência do original, aprimora gráficos e música, e adiciona a personagem Débora, tornando-se um clássico aclamado na série.

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Jogabilidade e design

O que mais se comenta em Dragon Quest V é o seu inovador sistema de monstros companheiros. Durante as batalhas, às vezes um monstro pede para se juntar ao grupo; se você aceitar, ele vira um parceiro de luta. Esse design era bem fresco na época, fazendo com que o combate não fosse só porradaria, mas também tivesse a graça de colecionar e treinar. Na versão original do Super Nintendo, 40 monstros podiam se juntar; no remake de PlayStation 2, esse número subiu para 71, e a versão DS manteve essa quantidade, dando aos jogadores uma variedade enorme de escolhas.

Na gestão do grupo, o jogo mantém o clássico sistema de carruagem da série. Você pode deixar companheiros que não estão lutando na carruagem e trocar quem entra na batalha conforme a situação. Mais legal ainda: cada companheiro pode ter uma tática individual, como atacar com tudo, focar em cura ou economizar MP, assim, mesmo sem controle manual, a IA age do jeito que você quer. Esse design atendia tanto os novatos quanto os veteranos, que gostam de estratégia, sendo um sistema de gerenciamento de grupo bem maduro para a época.

A versão DS trouxe uma melhoria clara: o limite de membros ativos no grupo subiu de três para quatro, em relação ao Super Nintendo. Não subestime essa mudança; um espaço a mais significa combinações táticas mais flexíveis, como ter dois atacantes físicos, um curador e um suporte ao mesmo tempo, encarando qualquer situação com mais tranquilidade. Essa alteração apareceu primeiro no remake de PS2 e foi mantida no DS, dando aos jogadores mais espaço para pensar na formação do time.

Este também é o primeiro jogo da série a ter uma masmorra secreta. Depois de zerar a história principal, você pode entrar em uma masmorra extra cheia de inimigos mais fortes e equipamentos raros. Esse design foi pioneiro na época, dando um motivo para continuar jogando após o final, e virou padrão em muitos RPGs depois. Para quem curte explorar e encarar desafios, a masmorra secreta estendeu bastante a vida útil do jogo.

A versão DS ainda adicionou uma nova personagem feminina que pode ser esposa do protagonista: Débora, que não existia no Super Nintendo nem no PS2. Débora tem uma personalidade forte, fala o que pensa, um contraste com as heroínas tradicionais, mais meigas. O roteirista Yuji Horii brincou que ela era uma personagem que "ninguém escolheria em condições normais", mas foi justamente essa personalidade única que fez muitos jogadores acharem ela interessante. A inclusão dela não só enriqueceu as escolhas da história, mas também virou um grande atrativo da versão DS.

Contexto e lançamento

Dragon Quest V foi lançado originalmente em 1992 no Japão, para Super Nintendo, desenvolvido pela Chunsoft e publicado pela Enix. Como quinto título principal da série, ele continuou a jogabilidade clássica dos anteriores, mas inovou bastante na história e nos sistemas. Porém, o jogo não foi lançado na América do Norte na época; os jogadores ocidentais só tiveram contato com ele mais de uma década depois, através da versão DS, o que torna a versão em inglês ainda mais especial.

Em 2004, a ArtePiazza e a Matrix Software criaram juntas um remake para PlayStation 2, mas ele só saiu no Japão; os jogadores ocidentais continuaram sem acesso. A versão PS2 melhorou bastante os gráficos e a música, e adicionou novos monstros e detalhes na história, servindo de base para a versão DS. No entanto, por causa da plataforma, ela nunca saiu do Japão, até a versão DS mudar essa situação.

O remake para Nintendo DS foi lançado em 17 de julho de 2008 no Japão, depois em 17 de fevereiro de 2009 na América do Norte e em 20 de fevereiro na Europa. Esse lançamento foi marcante porque foi a primeira vez que Dragon Quest V ganhou uma versão oficial em inglês. Na América do Norte, o título foi Dragon Quest V: Hand of the Heavenly Bride; na Europa, Dragon Quest: The Hand of the Heavenly Bride. Apesar da diferença no nome, é o mesmo jogo.

O lançamento da versão DS não foi tranquilo. Já em abril de 2008, a Square Enix registrou a marca "Hand of the Heavenly Bride" para preparar o terreno para a versão em inglês. Na época, jogadores e a mídia interpretaram isso como um sinal de que a série estava de olho no mercado ocidental, e foi o que aconteceu. A versão DS não só permitiu que os jogadores ocidentais jogassem esse clássico, mas também ganhou muitos elogios pela qualidade da localização, sendo um passo importante para a série no exterior.

Além das versões para consoles, o jogo ganhou portes para iOS e Android, permitindo que mais jogadores de dispositivos móveis experimentassem essa aventura. Embora a música tenha sido ajustada nos portes, o conteúdo principal permaneceu o mesmo. Do Super Nintendo ao PS2, depois DS e plataformas móveis, o jogo atravessou várias gerações, mantendo sua vitalidade e testemunhando a evolução técnica da série Dragon Quest.

Desenvolvimento

O remake de Dragon Quest V para DS foi desenvolvido pela ArtePiazza, que já tinha trabalhado no remake de PS2, então conhecia bem o jogo. Eles usaram o mesmo motor gráfico do Dragon Quest IV para DS, garantindo consistência visual e aumentando a eficiência do desenvolvimento. Na prática, os gráficos da versão DS não chegam aos do PS2, mas são bem caprichados para um portátil, com personagens e cenários detalhados e vivos.

O roteiro ficou novamente com o criador da série, Yuji Horii, o design de arte com Akira Toriyama, e a música com Koichi Sugiyama. Esse trio de ouro trabalha junto desde o primeiro Dragon Quest, e a sintonia entre eles garante a qualidade do jogo. Horii caprichou especialmente no roteiro; ele já disse várias vezes que Dragon Quest V é seu jogo favorito da série, e esse carinho aparece em cada detalhe.

A personagem Débora, nova na versão DS, foi um destaque no desenvolvimento. Horii a criou de propósito para ser meio "anormal", com personalidade espinhosa e língua afiada, bem diferente das heroínas tradicionais de RPG. Ele até brincou que ninguém a escolheria em condições normais. Mas foi justamente essa quebra de padrão que fez Débora ser inesperadamente popular, virando um dos assuntos mais comentados da versão DS.

Na parte musical, a versão DS usou gravações com orquestra, soando muito mais cheias e bonitas que os sons sintetizados do Super Nintendo. Porém, os portes para iOS e Android depois trocaram para MIDI sintetizado, o que decepcionou alguns fãs. Mesmo assim, a qualidade da música na versão DS foi muito elogiada na época, especialmente as faixas clássicas, que ficaram épicas com a orquestra.

O desenvolvimento da versão DS também pensou nos novos jogadores. Como era a primeira versão em inglês, a equipe de localização caprichou na tradução para que os jogadores ocidentais sentissem o humor e o calor do original. Além disso, o jogo teve alguns ajustes de qualidade de vida, como o limite de quatro membros no grupo, deixando o combate mais fluido. Essas mudanças, embora pequenas, mostram o cuidado da equipe com as necessidades dos jogadores.

Recepção e legado

Dragon Quest V recebeu muitos elogios após o lançamento; tanto o original de Super Nintendo quanto o remake de DS tiraram 36/40 da Famitsu, uma nota bem alta na época. A mídia e os jogadores consideram o jogo um dos melhores RPGs do DS, e alguns críticos elogiaram sua "melhor narrativa em termos de sistema". Essa reputação vem não só da ótima história, mas também dos sistemas inovadores.

O jogo é reconhecido como o primeiro a ter uma trama de gravidez jogável, algo bem ousado para a época. Depois que o protagonista se casa, a esposa engravida e tem um filho, e o jogador controla a criança em aventuras. Essa ideia influenciou jogos como Harvest Moon e The Sims 2, virando um elemento comum em jogos de simulação. Hoje pode não parecer grande coisa, mas na época foi revolucionário, mostrando a disposição da série Dragon Quest em experimentar coisas novas.

O sistema de monstros companheiros teve um impacto ainda mais profundo. Esse design não só deixou Dragon Quest V mais divertido, mas também deu origem à série derivada Dragon Quest Monsters. Além disso, inspirou jogos de coleta e criação como Pokémon, tornando "capturar monstros" um estilo importante de gameplay. Pode-se dizer que esse sistema mudou certos rumos do design na indústria de jogos.

Em votações de jogadores, o jogo também colecionou prêmios. Em 2014, numa votação da Sony Interactive Entertainment, foi eleito o jogo de PlayStation mais popular; em 2021, numa votação da TV Asahi, ficou em segundo lugar entre os melhores jogos de console, atrás apenas de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Essas honras mostram seu lugar no coração dos jogadores e que seu charme resiste ao tempo.

Em 2019, um filme de animação 3DCG baseado no jogo, Dragon Quest: Your Story, foi lançado no Japão. Embora o filme tenha feito algumas adaptações na história, o núcleo de laços familiares e espírito de aventura foi mantido. O lançamento do filme apresentou esse clássico a uma nova geração de jogadores e consolidou ainda mais seu lugar especial na série. O amor de Yuji Horii por essa obra faz dela uma joia inegável na franquia.

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