Super Mario All Stars
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Super Mario All Stars

Super Mario All-Stars é um clássico compilado lançado pela Nintendo em 1993 para o Super Nintendo (SNES), que recria quatro jogos do Mario da era NES com gráficos e música de 16 bits, incluindo pela primeira vez no Ocidente o difícil The Lost Levels. Com sua remasterização de alta qualidade, sistema de save prático e conteúdo robusto, tornou-se referência para futuros remakes de jogos.

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Jogabilidade e design

O coração de Super Mario All-Stars é reinterpretar quatro jogos do Mario que eram únicos no NES, usando o poder do console de 16 bits. O Super Mario Bros. da coletânea é o jogo que deu início à série, estabelecendo a jogabilidade básica de correr, pular e pisar; Super Mario Bros.: The Lost Levels é a versão japonesa do segundo jogo, famosa pela dificuldade extrema e novos inimigos como o cogumelo venenoso; Super Mario Bros. 2 segue um caminho totalmente diferente, onde o jogador precisa levantar e arremessar inimigos, com fases mais focadas em quebra-cabeças; e Super Mario Bros. 3 é a culminação, introduzindo mapa de fases, power-ups de transformação e voo. Os quatro jogos são bem distintos, e juntos permitem que o jogador experimente a evolução da série Mario de uma só vez.

Sendo um remake de 16 bits, gráficos e música são o destaque. A equipe de desenvolvimento usou o estilo visual de Super Mario World como base, redesenhou todos os personagens e cenários, com cores mais vibrantes e detalhes mais ricos, e adicionou efeitos de rolagem parallax que não existiam no NES, dando mais profundidade aos fundos. A música também foi totalmente rearranjada, usando o chip de som do SNES para melodias mais encorpadas. No entanto, o remake não é apenas uma repintura; a equipe preservou a sensação original dos controles, mas também corrigiu algumas físicas e bugs, tornando a jogabilidade mais fluida. Para os veteranos, essa sensação de familiaridade e novidade é o charme da coletânea.

O sistema de save é uma das mudanças mais bem-vindas deste remake. Na era do NES, jogar Mario significava recomeçar do zero ao desligar o console, mas All-Stars oferece quatro slots de save para cada jogo, permitindo que o jogador salve a qualquer momento e continue de onde parou, em mundos ou fases já desbloqueados. Esse recurso reduziu bastante a dificuldade de zerar os jogos, especialmente para títulos difíceis como The Lost Levels, onde agora é possível tentar repetidamente sem recomeçar tudo. Para quem não tinha muito tempo na frente da TV, o save tornou possível zerar os jogos.

O ajuste de dificuldade também mostra o cuidado dos desenvolvedores. The Lost Levels era notoriamente difícil no NES, com cogumelos venenosos e armadilhas traiçoeiras. Na coletânea, a equipe reduziu um pouco a dificuldade, mudando a cor do cogumelo venenoso para ser mais visível, e aumentou o número de cogumelos 1-UP e checkpoints. Essas mudanças não destruíram o desafio original, mas permitiram que mais jogadores experimentassem essa obra lendária. Para os que buscam o desafio máximo, a essência original foi mantida, apenas com uma barreira de entrada mais amigável.

Além dos quatro jogos principais, a coletânea esconde alguns easter eggs. Por exemplo, em Super Mario Bros. 3, é possível acessar um jogo de bônus para dois jogadores baseado em Mario Bros., uma surpresa extra para os fãs antigos. No geral, o conteúdo da coletânea é sólido, com clássicos para revisitar e novos elementos incorporados, oferecendo diversão tanto para novatos quanto para veteranos. Não é uma simples portabilidade dos jogos antigos para o SNES, mas uma releitura desses clássicos com o olhar da era de 16 bits, dando-lhes nova vida.

Contexto e lançamento

Super Mario All-Stars nasceu em um período em que o Super Nintendo estava se firmando no mercado. Em 1993, o SNES já tinha títulos de peso como Super Mario World, mas a Nintendo não parou. Eles pensaram que muitos jogadores não tinham vivido a era do NES, ou queriam revisitar esses clássicos, então decidiram empacotar e remasterizar quatro jogos do Mario do NES. Essa ideia não era comum na época, pois coletâneas geralmente eram portes simples, mas a Nintendo investiu pesado em remakes completos, mostrando a importância do projeto.

O jogo foi lançado primeiro no Japão, em 14 de julho de 1993, com o título Super Mario Collection. Depois, a versão norte-americana chegou em 11 de agosto, e a europeia em 16 de dezembro. O conteúdo era basicamente o mesmo nas três regiões, mas as capas e títulos variavam. A versão norte-americana usou o nome Super Mario All-Stars, enquanto a europeia manteve o título japonês Super Mario Collection. Essa diferença regional era comum na época, mas a qualidade da coletânea era consistente, e logo conquistou jogadores no mundo todo.

Em dezembro de 1994, a Nintendo lançou uma reimpressão chamada Super Mario All-Stars + Super Mario World, que adicionava o Super Mario World do SNES aos quatro jogos originais. Essa versão permitia que os jogadores tivessem cinco jogos do Mario em um único cartucho, e também atualizou o sprite do Luigi em Super Mario World, para que ele não fosse apenas uma troca de cor do Mario. Essa reimpressão aumentou ainda mais o valor da coletânea e deu a mais jogadores a chance de experimentar esse clássico.

Em 2010, para comemorar o 25º aniversário de Super Mario Bros., a Nintendo lançou no Wii a edição de 25º aniversário de Super Mario All-Stars. Essa versão não era um remake, mas incluía a ROM original do SNES, acompanhada de um livreto histórico e um CD com a trilha sonora. Embora não trouxesse nada novo, era cheia de nostalgia e vendeu 2,24 milhões de cópias. No entanto, a crítica recebeu essa versão com opiniões divididas; alguns acharam que faltava capricho, sendo apenas uma portabilidade simples, mas para colecionadores, era uma peça de colecionador valiosa.

Em 2020, para celebrar os 35 anos do Mario, a Nintendo relançou Super Mario All-Stars no Switch como parte do serviço Nintendo Classics. Esse lançamento também foi baseado na ROM original, mas permitiu que uma nova geração de jogadores experimentasse essa coletânea clássica na plataforma mais recente. De 1993 a 2020, o jogo passou por várias reedições, cada uma carregando memórias do Mario para jogadores de diferentes épocas. Ele deixou de ser apenas um jogo para se tornar parte da história da Nintendo.

Desenvolvimento

O desenvolvimento de Super Mario All-Stars começou após a conclusão de Super Mario Kart. Na época, a Nintendo Entertainment Analysis & Development tinha um espaço na agenda, e Shigeru Miyamoto propôs criar um 'pacote de valor' com todos os jogos do Mario. Sua ideia era simples: permitir que os jogadores tivessem todos os clássicos do Mario em um único cartucho, especialmente aqueles que não haviam sido lançados no exterior. A proposta foi aceita pela equipe, e o projeto começou. Para eles, era uma oportunidade de revisitar a história da série e também um desafio técnico.

Miyamoto queria especialmente que os jogadores ocidentais experimentassem The Lost Levels, que não havia sido lançado no Ocidente no NES devido à dificuldade extrema. Na coletânea, a equipe ajustou a dificuldade para torná-la mais acessível, mas manteve o desafio original. Miyamoto acreditava que esse jogo era uma parte importante da série Mario e não deveria ser esquecido. Sua insistência fez com que The Lost Levels saísse do Japão pela primeira vez, permitindo que jogadores do mundo todo conhecessem essa obra lendária.

A equipe de desenvolvimento caprichou na atualização gráfica. Eles usaram o design de Super Mario World como base, redesenharam todos os personagens e cenários, e adicionaram um contorno preto ao Mario para que ele se destacasse nos fundos coloridos. O designer Naoki Mori ficou um pouco intimidado ao assumir essa tarefa, pois estava na Nintendo há apenas três anos e teria que atualizar a série principal da empresa. Ele temia não corresponder às expectativas dos fãs, mas, no final, ele e os outros membros conseguiram renovar os gráficos mantendo a sensação original.

Durante o remake, a equipe enfrentou uma questão crucial: como melhorar a tecnologia sem estragar a experiência original. Eles decidiram manter alguns bugs úteis, como a vida infinita, mas limitaram a quantidade de vidas extras que podiam ser obtidas, para manter o equilíbrio do jogo. Esse cuidado com os detalhes mostra a preocupação da equipe com a experiência do jogador. Eles não copiaram simplesmente o original, mas se esforçaram para entender o design de cada jogo e apresentá-lo com a tecnologia de 16 bits.

Durante o desenvolvimento, a equipe também prestou atenção especial à remasterização de música e efeitos sonoros. Eles rearranjaram todas as faixas, usando o chip de som do SNES para melodias mais ricas, mantendo a essência das melodias originais. Essas músicas se tornaram clássicas e são lembradas por inúmeros jogadores. O processo de desenvolvimento foi desafiador, mas o entusiasmo e a dedicação da equipe resultaram em uma obra que mais tarde seria chamada de 'modelo de remake'.

Recepção e legado

Super Mario All-Stars recebeu elogios unânimes da crítica após o lançamento. Os críticos elogiaram os gráficos e a música de 16 bits, dizendo que recriava perfeitamente os clássicos, e também apreciaram melhorias como o sistema de save. No entanto, alguns criticaram a falta de inovação, considerando-o apenas uma atualização dos jogos antigos. Mas, de qualquer forma, a coletânea foi um enorme sucesso comercial, vendendo 10,55 milhões de cópias até 2015, sendo 2,12 milhões no Japão, tornando-se um dos jogos do Mario mais vendidos.

A Famitsu, em um artigo retrospectivo de 2005, chamou Super Mario All-Stars de exemplo de remake de videogame. Esse elogio não é exagerado, pois na época ele estabeleceu um padrão: remake não é apenas melhorar gráficos e música, mas otimizar toda a experiência de jogo. Provou que jogos clássicos podem ganhar nova vida com tecnologia moderna, não sendo apenas produtos nostálgicos. Essa filosofia influenciou muitos remakes posteriores, incluindo a série Super Mario Advance.

A série Super Mario Advance, lançada no Game Boy Advance, usou elementos gráficos e de áudio da versão All-Stars. Isso mostra a alta qualidade do remake de All-Stars, a ponto de obras posteriores o usarem como referência. Ele não é apenas um clássico na memória dos jogadores, mas também um modelo para os desenvolvedores. Pode-se dizer que, sem o sucesso de All-Stars, os remakes do Mario posteriores não seriam tão populares.

A edição de 25º aniversário de 2010, embora tenha recebido críticas mistas, vendeu bem, provando o lugar de All-Stars no coração dos jogadores. Mesmo sendo apenas uma portabilidade da ROM, foi suficiente para os fãs pagarem. E o relançamento no Switch em 2020 permitiu que uma nova geração experimentasse esse clássico. Ele atravessou várias gerações, mantendo-se vivo, o que por si só é um sucesso.

A influência de Super Mario All-Stars vai além do jogo em si; mudou a percepção das pessoas sobre coletâneas de jogos. Antes dele, coletâneas eram frequentemente vistas como produtos baratos, mas ele provou que podiam ser feitas com capricho. Mostrou aos jogadores que jogos clássicos merecem ser tratados com seriedade e apreciados repetidamente. Para a Nintendo, essa coletânea não foi apenas um sucesso comercial, mas uma homenagem à sua própria história. Lembra às pessoas que a grandeza da série Mario vem de sua profunda herança e inovação constante.

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